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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Blair diz que 11 de Setembro mudou cálculo do risco no Iraque

O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair afirmou hoje, em depoimento na comissão de inquérito sobre a participação britânica na Guerra no Iraque, que o «cálculo do risco» representado pelo ditador iraquiano Saddam Hussein mudou após os ataques terroristas contra os Estados Unidos a 11 de Setembro de 2001.
Ao ser questionado sobre a sua estratégia para o Iraque, Blair disse que, antes do 11 de Setembro, pensava que Saddam Hussein podia ser controlado com uma «política de contenção» e através de sanções.
O cálculo de risco mudou com os ataques nos EUA nos quais morreram mais de 3.000 pessoas. Se essa gente, inspirada por fanatismos religiosos, tivesse conseguido matar 30 mil, teriam feito, então cheguei à conclusão de que não se podia assumir riscos nesta questão», afirmou Blair.
Blair salientou ainda que esta posição era britânica e não dos Estados Unidos.
O governo de Blair é acusado de exagerar o risco representado pelo ditador iraquiano para justificar a guerra. O então presidente norte-americano George W. Bush já admitiu que foi um erro invadir o país com base no argumento de que havia armas de destruição maciça, nunca encontradas.

In Diário Digital / Lusa

--Comentário--
As mudanças que se instalaram com o 11 de Setembro foram, na minha opinião, ao nível da mentalidade mundial e não só nestas políticas sobre o Iraque.
Este atentado foi definitivamente o acontecimento do século até agora, pelo que a população mundial em geral passou a olhar com outros olhos a comunidade arábe e se criaram estereótipos sobre esta.
Existem muitas teorias da conspiração que inclusive se encaixam nesta mudança de mentalidade das pessoas. Quanto à Inglaterra que se envolveu na guerra, bom, eles também precisam de petróleo, e muito...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Detidos mais de 300 suspeitos de quatro dias de violência na Nigéria

A Nigéria restringiu hoje os movimentos de tropas no centro do país, de modo a evitar que os soldados se envolvam nos confrontos entre muçulmanos e cristãos que só na semana passada fizeram 326 mortos na cidade de Jos, segundo o primeiro balanço oficial.

A polícia disse ter detido mais de 300 suspeitos de terem participado em quatro dias de violência, na sequência dos quais continuam a aparecer cadáveres, alguns dos quais decapitados.

Entretanto, segundo fontes médicas e humanitárias, bem como chefes religiosos locais e a organização não governamental Human Rights Watch, o balanço poderia ter sido ainda muito mais grave do que dizem as estatísticas oficiais, elevando-se eventualmente a mais de 550 vítimas mortais.

O Estado do Plateau, no centro do mais populoso dos países africanos, é frequentemente cenário de surtos de violência entre cristãos e muçulmanos, obrigando periodicamente a que seja decretado o recolher obrigatório, de modo a que as carnificinas não se disseminem a outras regiões.

Os acontecimentos destes últimos oito dias verificaram-se numa altura particularmente difícil da vida da Nigéria, cujo Presidente, Umaru Yar'Adua, se encontra há já dois meses hospitalizado na Arábia Saudita, devido a graves problemas cardíacos, a juntar aos problemas renais de que há muito sofria.

"O Exército continuará a contribuir para a defesa da democracia", anunciou ontem o chefe do Estado-Maior do Exército, tenente-general Abdulrahman Dabazzau, ao reconhecer que "há uma certa tensão no país", onde as populações do Norte são maioritariamente muçulmanas e as do Sul em grande parte cristãs.

Desde que a independência foi proclamada, há 50 anos, a Nigéria já conheceu oito golpes de Estado dados pelos militares, que estiveram no poder durante três décadas.

Comentário: mais um dos muitos países africanos que enfrenta uma instabilidade politica enorme, que transforma o país num autentico cenario de guerra religiosa entre o Norte-Sul.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Lufthansa planeia retomar voos para o Iraque

Lufthansa planeia retomar voos para o Iraque
A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou que está a planear retomar as suas operações para o Iraque - interrompidas há vinte anos, com o início da Guerra do Golfo, em 1990 - em meados do ano.


A capital Bagdade e Erbil, no chamado Curdistão iraquiano, no norte do país, são as novas cidades a adicionar à malha de destinos no Médio Oriente, com voos a partir de Frankfurt e de Munique, os principais hubs da Lufthansa na Alemanha.

A transportadora pretende lançar as ligações aéreas no próximo Verão, "assim que tiver obtido os direitos de tráfego necessários. As exigências de infraestruturas estão também a ser examinadas".

Não há, por enquanto, informação sobre futuros horários e tarifas, que "serão anunciados assim que as reservas abrirem para as novas rotas", adianta a Lufthansa em comunicado.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Avião iraniano cai com 157 passageiros a bordo, 42 feridos

Pelo menos 42 pessoas ficaram feridas hoje com vários graus de gravidade num acidente aéreo durante um voo doméstico iraniano, na cidade de Mashad do leste do Irão, informaram fontes locais.
As autoridades iranianas não excluem a possibilidade de haver um número indeterminado de vítimas mortais, embora ainda não haja um balanço oficial.
Segundo a agência de notícias Ilna, o avião Tupolev da operadora aérea Taban, que transportava 157 pessoas e era procedente da cidade ocidental de Abadan, estatelou-se na pista quando tentava aterrar de emergência devido a um incêndio a bordo.

In Diário Digital / Lusa

--Comentário--
É só aviões a cair, terramotos, cheias, bombas. Atenção que os Maias andam aí... ou será do Inverno...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Uma missão arqueológica egípcia descobriu em Alexandria os restos de um templo ptolomaico dedicado à deusa Bastet e pertencente à rainha Berenice, esposa de Ptolomeu III, cuja construção remonta ao século III antes de Cristo.

Segundo o Conselho Supremo de Antiguidades egípcio (CSA), a expedição, liderada por Mohamed Abdel Maqsud, também desenterrou 600 diferentes objectos da mesma época.


foto AFP PHOTO/SCA/HO



As escavações de rotina que deram com o templo - com 60 metros de largura - foram realizadas na zona de Kom al Dika, na cidade egípcia de Alexandria, dentro de uma área militar.

Tudo indica que o templo fosse dedicado a Bastet, divindade feminina da protecção e da maternidade porque entre os objectos encontrados estavam três figuras da deusa, uma delas representada com um gato.

Foram ainda encontradas esculturas em pedra de um menino e de uma mulher, recipientes em barro, estátuas em bronze e louça de diferentes divindades do antigo Egipto, figuras de terracota dos deuses Harpócrates e Ptah.

Abdel Maqsud considera que esta descoberta é o primeiro traço da verdadeira localização dos aposentos reais das dinastias que governaram esta milenária cidade mediterrânica.

Paquistão: 5 rebeldes mortos por mísseis norte-americanos

Pelo menos cinco rebeldes islamitas morreram hoje no noroeste do Paquistão por mísseis disparados por um avião não tripulado norte-americano nas zonas tribais fronteiriças com o Afeganistão, reduto dos talibãs.
Este é o 11º ataque realizado por este tipo de avião nesta zona desde 1 de Janeiro, com um saldo que supera os 80 mortos, segundo números fornecidos por militares paquistaneses, que não podem ser verificados por fontes independentes.

In Diario Digital / Lusa

--Comentário--
Estas ofensivas dos EUA são na minha opinião apenas showoff, para mostrar serviço.
Matar 5 soldados não vai fazer grande diferença, aparecem logo outros 10. E os números não podem ser verificados por fontes independentes, está bem...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Exército de Israel lança 'ofensiva' contra top model

Bar Refaeli quis ser tratada como estrangeira por questões fiscais.
Militares pediram boicote a produtos anunciados por ela.

O exército israelense lançou uma ofensiva contra Bar Refaeli, a mais célebre modelo do país, conclamando um boicote aos produtos anunciados por ela.

"Eu não posso lutar contra Bar Refaeli, mas vocês, sim", declarou o diretor de recursos humanos do exército, general Avi Zamir, citado nesta quinta-feira pelo jornal popular Yediot Aharonot, durante um discurso de recrutamento, perto de Tel Aviv.

O motivo do boicote foi o pedido, feito por Bar, para ser considerada cidadã estrangeira e, assim, pagar menos imposto.

A modelo, de 24 anos, posa para marcas de vestidos e lingerie.

in http://g1.globo.com/g1/mundo/